DC-06. O futuro

Resumimos a seguir o que a Bíblia revela sobre os acontecimentos do final dos tempos.

1. A morte

a) Para o ímpio, a morte sela o fim das suas oportunidades de salvação, ficando o mesmo retido em um lugar de  sofrimento consciente até o dia do Juízo Final, o qual ocorrerá no final do Milênio (Lc 16.22-23; Ap 20.13-15);

b) Para os salvos, a morte não é um terrível fim, mas sim o grandioso início de uma vida plena (Sl 116.15; 1Co 15.55-57; Hb 2.14-15). Morrer é ser liberto das lutas e sofrimentos deste mundo (2Co 4.17), passando a viver na glória celestial (Sl 73.24; 2Co 5.1; Lc 16.22; Lc 23.43).

2. O estado intermediário entre a morte e a ressurreição dos salvos

a) no momento da sua morte o cristão é conduzido à presença de Cristo (2Co 5.8; Fp 1.23);

b) permanece em plena consciência (Lc 16.19-31) e desfruta de alegria diante de Deus (Ef 2.7);

c) o céu é seu lar maravilhoso, lugar de repouso e segurança (Ap 6.11) e de convívio e comunhão com os santos (Jo 14.2);

d) viver no céu inclui a adoração o louvor a Deus (Sl 87; Ap 14.2,3; 15.3);

e) os salvos no céu não são espíritos incorpóreos e invisíveis, mas seres dotados de um corpo espiritual temporário (Lc 9.30-32; 2Co 5.1-4), o qual no dia da ressurreição assumirá sua forma final glorificada;

f) no céu, os salvos conservam sua identidade individual (Mt 8.11; Lc 9.30-32).

3. Principais sinais que antecedem os últimos dias da história humana.

a) aumento dos falsos profetas e da transigência religiosa dentro da igreja (Mt 24.4,5,10,11,24; 1Tm 4.1; 2Tm 3.1, 4.3-4; 2Pe 2.1-3);

b) aumento de guerras, fomes e terremotos (Mt 24.6-8);

c) diminuição do amor e da afeição no lar (Mt 10.21, 24.12; 2Tm 3.1-3)

4. A posição pré-tribulacionista com relação à segunda vinda de Cristo.

As profecias relativas aos tempos  do fim são de interpretação extremamente difícil. Porém, dentre as diferentes posição existentes no meio da igreja (ver, p.ex., a ref. [1]-págs. 1642-1643), cremos que o pré-tribulacionismo encaixa-se melhor com a esperança futura que a Bíblia apresenta. Os cristãos são repetidas vezes advertidos a vigiar e aguardar a vinda do Filho de Deus, dos céus (1Ts 1.10), e nunca advertidos a aguardar a Grande Tribulação ou o aparecimento do Anticristo. Esperar que tais coisas aconteçam antes do arrebatamento destrói o ensino da iminência da vinda do Senhor, do qual o NT está repleto. O fato de alguns textos referentes ao arrebatamento revelarem que Jesus vem buscar os cristãos para estarem com Ele (1Ts 4.17), enquanto outros textos mencionarem que haverá cristãos junto com Ele na sua vinda (Cl 3.4; Jd 14), demonstra que é bíblico reconhecer que a segunda vinda de Cristo ocorrerá em duas fases distintas. O fato de não estarmos destinados à ira vindoura indica que a Grande Tribulação ocorrerá entre essas duas fases. Além disto, o pré-tribulacionismo é mais coerente com a interpretação normal e literal do texto bíblico, e permite conciliar naturalmente o cumprimento das profecias relativas a Israel e ao Milênio (ver ref. [11], cap.18).

5. A primeira fase do retorno de Cristo: o arrebatamento da Igreja.

a) Jesus virá num momento inesperado, e por isso os cristãos devem permanecer em constante vigilância (Mt 24.36,42,44; Lc 12.35-46);

b) Cristo virá para arrebatar (levar consigo) os cristãos que estiverem vivos nessa ocasião, os quais serão livres da ira vindoura e terão seus corpos transformados (glorificados); os cristãos em Cristo que morreram antes desse evento ressuscitarão com corpos igualmente glorificados (Jo 14.3; Ap 3.10; 1Ts 1.10, 4.15-17, 5.2-9; 1Co 15.50-55);

c) todos os santos arrebatados serão julgados por Cristo no céu e, segundo as suas obras, receberão muitos, poucos ou nenhum galardão, mas todos serão salvos (1Co 3.11-15; 2Co 5.10; Mt 5.19; 1Jo 2.28; Hb 6.10; 1Pe 5.4; Ap 2.7,11,17,26-28; 3.4,5,12,21).

6. A Tribulação e o Anticristo.

a) O período da tribulação é marcado pelo derramamento da ira divina sobre o mundo, iniciando-se com a abertura dos sete selos no céu (Ap 6.1). Corresponde à septuagésima semana profetizada por Daniel e compreende 7 anos (Dn 9.26-27), a partir do arrebatamento da igreja, quando deixará de existir o impedimento à manifestação do homem da iniqüidade, o Anticristo. Haverá uma grande rebelião contra a fé e falsos profetas realizarão grandes sinais e maravilhas. Durante a tribulação o governo político e econômico mundial será exercido pelo Anticristo, a besta do Apocalipse, uma pessoa incrivelmente maligna que terá poderes miraculosos para enganar as nações, apoiado por um sistema religioso unificado liderado pelo falso profeta, a besta que emergiu da terra. (Dn 11.36; 2Ts 2.3-10; Ap 13.1-18, 16.2,14, 17.9-18, 19.19,20).

b) Aqueles que rejeitaram a verdade do evangelho antes do arrebatamento não terão mais nenhuma oportunidade de se arrepender (Mt 25.1-12; Lc 12.45-46; 2Ts 2.10-12).

c) O evangelho será pregado por anjos e possivelmente por judeus; pessoas serão salvas durante este período; muitos deles judeus (Ap 7.1-17; 11.3-6,13; 14.6-7).

7. A Grande Tribulação

a) Na metade de seu governo, o Anticristo romperá sua aliança e destruirá o sistema religioso que o apoiava (Dn 9.27; Ap 17.16-17);  estabelecerá uma imagem de si mesmo e, colocando-se no templo como deus, exigirá adoração a ele (Dn 11.31,36; Mt 24.15; 2Ts 2.3-4; Ap 13.4,8,14).

b) Inicia-se então uma terrível perseguição aos judeus e cristãos, procurando executar  os que se recusam a receber a marca da besta (Ap 11.2; 12.12-17; 13.15-18).

c) Será o período de aflição mundial mais terrível de toda a história, incluindo abalos cósmicos no sol, lua e estrelas (Is 13.6-12; Dn 12.1; Mt 24.21,29; Ap 6.9-17; 16.2).

8. A segunda fase do retorno de Cristo: Seu glorioso aparecimento para guerrear e julgar.

a) O fim da Grande Tribulação ocorrerá na batalha do Armagedom, quando Deus concluirá o derramamento de ira sobre a terra. Cristo surgirá visivelmente do céu, juntamente com os cristãos e os anjos (2Ts 1.7-10; Jd 14,15), e triunfará sobre o Anticristo, Satanás e seus exércitos  (Jr 25.29-38; Sf 3.8; Zc 14.2-5; Mt 24.30; 2Ts 2.8; Ap. 14.14-20; 16.12-21; 19.11-21).

b) Cristo reunirá os santos da Tribulação e os povos na terra para separação e julgamento (Mt 13.40-41, 47-50; 24.31; 25.31-46).

9. O Milênio.

a) Satanás será aprisionado durante o período de mil anos do Milênio (Ap 20.2-3).

b) Os santos mortos na Tribulação (e provavelmente os santo do Antigo Testamento) ressuscitarão, completando a chamada primeira ressurreição, cuja parte principal ocorreu no arrebatamento. Os ímpios mortos não ressuscitarão nessa ocasião (Ap 20.4-5; 1Co 15.20,23).

c) De Jerusalém, Cristo reinará sobre a terra (Is 9.6-7; Mq 4.1-4; Zc 8.3; 14.9-11) juntamente com os cristãos provenientes da Era da Igreja e os cristãos martirizados na Tribulação (Mt 19.28; Ap 2.26-27; 3.21-22; 20.4-6)

d) Durante o Milênio serão cumpridas várias outras  profecias referentes à nação de Israel: Is 61-62; Jr 23.5-8; Ez 40-48; Am 9.11-15).

e) A natureza e o mundo animal serão restaurados à sua ordem e perfeição originais (Is 11.6-8; 35.1-2,7,9; Ez 34.25; Rm 8.18-23)

f) Com exceção dos cristãos já glorificados no arrebatamento e na primeira ressurreição, para as demais pessoas vivas ou nascidas no Milênio, ainda haverá motivo para o castigo e a morte (Is 65.20).

g) Satanás será solto por um breve tempo no fim do milênio, quando será lançado no lago de fogo, após promover um último levante das nações contra Deus (Ap 20.7-10).

h) Ao final dos mil anos, Cristo entregará o reino ao Pai, encerrando o Milênio (1Co 15.24).

10. O juízo final

Todos os ímpios serão ressuscitados dentre os mortos para enfrentar o julgamento do grande trono branco, quando todos os inimigos de Deus serão lançados no lago de fogo (Dn 12.2; Jo 5.22-29; Ap 20.11-15; 21.8).

11. A nova criação e o lar celestial dos salvos

a) Deus destruirá a terra atual (Sl 102.25-26; Is 34.4; Is 51.6; Ag 2.6; Hb 12.26-28; 2Pe 3.7,10,12)

b) Deus criará novos céus e nova terra (Is 65.17; 66.22; 2Pe 3.13; Ap 21.1)

c) Deus removerá todos os efeitos do pecado (Ap 21.4; 22.3,15)

d) A morada e o trono de Deus estarão para sempre com o seu povo no novo mundo (Ap 21.2-3, 9-27; 22.1-5).

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