EE-02. Principais seitas pseudo-cristãs

Segue abaixo um breve resumo das principais seitas falsamente cristãs, que representam maior risco de nos confundir e levar-nos ao engano. Nosso objetivo aqui não é fazer uma análise completa de cada seita, mas apenas expor o suficiente para deixar claro o falso ensino da mesma, principalmente no que diz respeito à autoridade da Bíblia e à divindade de Jesus Cristo.

Adventismo do Sétimo Dia

Embora muitos erroneamente considerem o Adventismo do Sétimo Dia como um movimento cristão legítimo, os fatos abaixo são suficientes para que o consideremos como uma  seita pseudo-cristã [1 e 2]:

  • O adventismo nasceu de uma previsão feita em 1818 por William Miller (um pastor batista americano) de que Jesus voltaria à Terra em pessoa em 1834. Como isso não aconteceu, Miller revisou seus cálculos e estabeleceu 1844 como o ano do advento de Cristo, o que também não aconteceu. Mesmo tendo Miller reconhecido seu erro e desautorizado qualquer especulação posterior, Hiram Edson (seguidor de Miller) “reinterpretou” a previsão, afirmando que Miller estava correto quanto à data da vinda de Jesus, mas que havia errado quanto ao local: em vez de vir à Terra, em 1844 Jesus teria entrado no “santuário celestial” para concluir Sua obra expiatória (que segundo eles não foi completada na cruz do Calvário).
  • As “visões” e “profecias” de Ellen G. White são consideradas pelos adventistas como verdades absolutas, com o mesmo nível de autoridade da Bíblia (mesmo quando elas contradizem a Bíblia!). Eles consideram que somente ela teve o “Espírito da Profecia” e ela própria declarou que foi através de suas revelações que “Deus falou mais seriamente ao seu povo, como em nenhum outro tempo” (o que a tornaria superior aos primeiros apóstolos!).
  • Os adventistas do sétimo dia se consideram como “o remanescente de Deus nesse tempo do fim”. Ou seja, somente eles seriam a “única igreja verdadeira de Cristo”, e todo candidato a batismo deve confessar isso (mesmo os já batizados em outras denominações evangélicas).
  • Baseados em uma “visão” de Ellen White, os adventistas ensinam que guardar o sábado é necessário para a salvação. Isso contraria  o ensino de Paulo em Cl 2.16-17 e Gl 4.10-11 (por exemplo). Além disso, o primeiro concílio da Igreja (Atos 15) não exigiu que os cristãos não-judeus guardassem o sábado. Vemos nos evangelhos que o próprio Jesus intencionalmente violou  o sábado judeu, deixando claro que Ele é maior do que o sábado (Mt 12.8; Jo 5.18). E por causa da ressurreição do Senhor no domingo (Mc 16.9) e pelo fato da Igreja ter sido capacitada pelo Espírito Santo no domingo de Pentecostes (Lv 23.15,16,21 e At 2.1-4), os pais da igreja passaram a celebrar o domingo como o “dia do Senhor”, quando se reuniam para a ceia do Senhor, para compartilhar a Palavra e trazer suas ofertas (At 20.7; 1Co 16.1-2).
  • Interpretando de maneira estranha Lv 16.5-10,15-22 os adventistas do sétimo dia afirmam que o bode emissário representa Satanás, que levará sobre si os pecados da humanidade no dia do juízo final. Tal interpretação equivocada constitui uma heresia dupla: a) primeiro porque equivale a dizer que o sacrifício de Jesus na cruz foi incompleto, necessitando de Satanás para concluí-lo; b) segundo porque coloca Satanás como expiador dos pecados da humanidade. Na verdade, ambos os bodes mencionados em Levítico tipificam Jesus Cristo, pois a Bíblia afirma claramente que: a) o sacrifício de Jesus foi completo, definitivo e único (Hb 7.27; 9.12,26; 1Pe 2.24, 3.18) e portanto não necessita de ninguém mais para completá-lo; b) Jesus (e ninguém mais) é nosso Redentor, o único que levou sobre si toda a iniquidade dos homens (Jo 1.29; At 4.12).
  • Inspirados pela Sra. White, os adventistas afirmam que Jesus é o arcanjo Miguel. Isso rebaixa Jesus da condição de Deus e Criador para a condição de simples criatura de Deus, o que contraria claramente as Escrituras Sagradas, que são claras em afirmar que Jesus é Deus, conforme já vimos no primeiro curso deste website.

O Unicismo (Só Jesus)

Originado por Sabélio por volta do ano 200 d.C. o unicismo nega a doutrina da Trindade e afirma que Jesus é o Jeová do Antigo Testamento, e que os termos Pai, Filho e Espírito Santo são apenas diferentes nomes para o mesmo ser divino, que é Jesus [6]. Rejeitado pela Igreja, esse conceito desapareceu no século IV, mas ressurgiu no ano de 1913, quando John S. Scheppe disse ter recebido uma “revelação” sobre o poder do nome de Jesus, e acabou chegando à conclusão de que o verdadeiro batismo seria válido somente se fosse feito apenas em nome de Jesus conforme At 2.38, e não em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (que é o que o próprio Jesus ordenou em Mt 28.19), já que segundo os unicistas Jesus é o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Isso deu origem ao movimento “Só Jesus”, do qual saíram algumas igrejas, entre as quais a Igreja Pentecostal Unida, presente no Brasil, cujos missionários unicistas americanos acabaram influenciando a Igreja Voz da Verdade, através do Pr. Carlos Moisés.

Nossa resposta:

  • Em Mt 3.16-17,  vemos o Espírito Santo descendo sobre Jesus, e a voz do Pai dizendo “Este é o meu Filho amado, em quem tenho prazer.” Claramente, são três pessoas distintas. Sem a doutrina da Trindade que os unicistas negam é  impossível entender essa passagem!
  • Da mesma forma, como é que os unicistas podem explicar Jo 14.16? Aqui Jesus promete que vai rogar ao Pai para que envie outro Consolador (o Espírito Santo). Na ótica unicista, Jesus estaria rogando a ele mesmo para que ele mesmo envie ele mesmo para estar com a igreja: um completo absurdo!
  • Se Jesus é o Espírito Santo, então ele foi levado por ele mesmo ao deserto (Mt 4.1).
  • Se o Jesus é o Pai, então o Pai morreu na cruz para pagar a ele mesmo os pecados da humanidade: outro absurdo retumbante!
  • Se Jesus é o Pai, então em Jo 17 ele está fazendo uma oração para ele mesmo: mais um absurdo sem pé nem cabeça.

E assim por diante poderíamos citar inúmeras passagens que não podem ser explicadas pelo unicismo, mas que podem ser facilmente entendidas pela revelação simples da doutrina da Trindade, conforme exposta na Parte 1 do curso.

Toda essa confusão, porque um dia alguém deu mais importância a uma “nova revelação” recebida, do que à Bíblia Sagrada. Na verdade, sempre que alguém coloca suas revelações ou experiências pessoais acima do que revela a Palavra de Deus, está praticando o misticismo e trilhando o caminho da heresia. É o caso dos unicistas.

O Modalismo

O modalismo tem praticamente a mesma origem do unicismo, e é uma forma ligeiramente diferente do mesmo erro: também nega a doutrina da Trindade e afirma que há uma só pessoa divina que se manifesta em três “modos”, ora como Pai, como Filho ou como Espírito Santo. O Pai teria se transformado no Filho o qual, após a ressurreição, se transformou no Espírito Santo. No Brasil, defendem esse conceito os adeptos da “Igreja Local” (Árvore da Vida), fundada por Witness Lee (que não deve ser confundido com Watchman Nee, que foi um servo de Deus consagrado).

Os mesmos argumentos que levantamos anteriormente contra o unicismo se aplicam ao modalismo.

Testemunhas de Jeová

Essa seita foi fundada por volta de 1872 por Charles T. Russel, após seu rompimento com o adventismo do sétimo dia, do qual era um adepto. Através do trabalho de proselitismo que fazem de porta em porta para distribuir  suas revistas Despertai e A Sentinela, as Testemunhas de Jeová (TJ) têm causado muita confusão e desvios entre os cristãos despreparados. Ao longo de sua história anunciaram várias previsões sobre a segunda vinda de Jesus e o Armagedom, as quais evidentemente não se cumpriram. Atualmente crêem que Jesus retornou à Terra  “em espírito” em 1914, e governa a partir da Sociedade Torre de Vigia, sede mundial da seita em Brooklin, Nova Iorque. Suas principais heresias (entre muitas outras) são [3 e 4]:

  • Sua sede mundial tem um “Corpo Governante” composto por cerca de 10 homens “ungidos”, cuja tarefa é interpretar a Bíblia para os TJ, que recebem tais interpretações como a vontade de Jeová, sem qualquer questionamento. De acordo com o Corpo Governante, “meramente ter a Palavra de Deus e lê-la não basta para adquirir o conhecimento exato que coloca a pessoa no caminho da vida”. A dependência do Corpo Governante revela-se através da seguinte declaração: “A menos que estejamos com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada na vida, não importa quanto leiamos a Bíblia”. Isso contraria diretamente 2Tm 3.14-17, que nos ensina que a Bíblia contém todo o ensino que necessitamos para nosso aperfeiçoamento e salvação.
  • Consideram que a Bíblia está cheia de erros e por isso publicaram sua própria versão, a “Tradução do Novo Mundo”. Na época do lançamento dessa obra, F.W. Franz (suposto mestre em hebraico) e o próprio Russell (suposto especialista em grego), membros da “equipe de tradução”,  foram levados a tribunal, onde tiveram que reconhecer formalmente sua completa ignorância em hebraico e grego [ref. 6, pag. 98-99]. Portanto, a “tradução” do Novo Mundo nada mais é do que uma distorção descarada da Bíblia naqueles pontos em que a Palavra de Deus contraria o falso ensino dos TJ.
  • Consideram a Santíssima Trindade uma “doutrina de Satanás”.
  • Para eles o nome exclusivo de Deus é Jeová, por isso se consideram suas verdadeiras e únicas testemunhas. Apenas Jeová é o Deus verdadeiro, os demais nomes de Deus são apenas títulos. Para os TJ, Jeová não é onipresente porque é uma pessoa, possui um corpo e precisa de um lugar para habitar. Portanto, segundo eles Jeová está confinado ao céu, e a fim de exercer o seu comando sobre o universo ele usa seu poder, o “Espírito Santo”, que na verdade seria sua “Força Ativa” (portanto, eles não consideram que o Espírito Santo é uma pessoa divina). Para eles, a onisciência de Jeová é seletiva, ou seja, Jeová não sabe o futuro de todas as coisas, a não ser que o queira.
  • Para eles Jesus Cristo era “um deus” (assim “traduzem” indevidamente Jo1.1), mas não o “Deus Todo-Poderoso (entretanto, o próprio Cristo afirma isto em Ap 1.8).
  • Negam a doutrina do inferno, e dizem que o castigo dos ímpios será sua simples aniquilação ou destruição. Isso contradiz frontalmente o ensino claro que Jesus deixou em numerosos versículos sobre o inferno (quase metade das palavras de Jesus foram sobre a condenação e sofrimento eterno e consciente dos ímpios nas chamas do inferno).
  • Negam que Jesus Cristo tenha o poder para fazer a expiação de nossos pecados. Também negam a ressurreição corpórea de Cristo e a Sua vinda visível. Dizem que Jesus recebeu o nome de Miguel e o de Arcanjo.

Além de difundir ativamente as heresias acima (entre várias outras), os TJ são treinados no uso de certos versículos bíblicos para confundir os crentes, negando a divindade de Jesus. Seus argumentos prediletos são:

  • Dizem que Jesus Cristo não pode ser Deus por existir coisas que Ele não sabe (Mt 24.36). Eles chegam a conclusão de que se Jesus Cristo era inferior ao Pai, logo não pode ser Deus (Jo 14.28).
    Nossa resposta: o que os TJ não entendem é que estes versículos se referem apenas ao período no qual Cristo  intencionalmente se esvaziou de sua glória divina, durante sua encarnação e ministério entre os homens.
  • Partindo da afirmação bíblica de que Deus nunca foi visto por homem algum (Ex 33.20 e Jo 1.18), os “jeovistas” dizem: Jesus Cristo foi visto pelos homens, e portanto ele não pode ser Deus.
    Nossa resposta: eles caem nesse erro porque, não aceitando a Trindade, são incapazes de entender que aqueles versículos se referem a Deus o Pai, e não a  Deus o Filho. O Pai nunca foi visto pelos homens, mas Seu Filho Jesus Cristo sim, antes e depois de sua morte e ressurreição, quando apareceu diversas vezes a seus primeiros discípulos, antes de subir aos céus.
  • Os TJ argumentam: como o Filho pode ser Deus, se a Bíblia declara que Deus é Cabeça sobre Cristo (1Co 11.3)? Alegam que o próprio Filho se sujeitará ao Pai na eternidade (1Co 15.28), e portanto não é Deus.
    Nossa resposta: na verdade, estes versículos apenas revelam que há uma hierarquia perfeitamente harmoniosa entre as pessoas da Trindade, mas não negam de forma nenhuma sua natureza divina. Basta observar que o mesmo versículo 1Co 11.3 afirma que o homem é cabeça da mulher, mas nem por isso o homem pode ser considerado superior à mulher, e muito menos de natureza distinta da mulher. A sujeição ou submissão espiritual não significa inferioridade natural. A Bíblia afirma que Jesus era submisso a seus pais terrestres (Lc 2.51), mas não podemos concluir daí que José e Maria eram superiores a Cristo.
  • Os TJ perguntam: Como é que Jesus Cristo pode ser Deus se ele é chamado de “o primogênito de toda criação” (Cl 1.15) e “o princípio da criação de Deus” (Ap 3.14)? Portanto, ele não é eterno, mas foi o primeiro ser criado por Deus; ele é uma criatura e, sendo criatura, não é Deus.
    Nossa resposta: esses versículos não negam a divindade de Jesus, pois não estão afirmando que Jesus é um anjo ou uma criatura (assim como nenhum versículo em toda a Bíblia). A palavra “primogênito” (prototokos, no original grego) neste caso não deve ser entendida como “o primeiro a ser criado”, mas sim indica uma posição de autoridade, supremacia, superioridade e preferência. Por exemplo: essa mesma palavra “primogênito” foi aplicada a Israel (Ex 4.22) para indicar sua posição como povo escolhido por Deus, e é claro que não significa que Israel foi o primeiro povo a ser criado por Deus. Além disso, basta ver que Cl 1.18 declara que Jesus é o “primogênito dentre os mortos”, indicando sua posição de supremacia e autoridade sobre a morte (evidentemente aqui a palavra “primogênito” não tem nada a ver com criação). Se não tivessem sua mente cauterizada, os TJ poderiam constatar que o versículo seguinte (Cl 1.16, no original) afirma com todas as letras a divindade de Jesus. Entretanto, a Tradução do Novo Mundo distorce descaradamente Cl 1.16, acrescentando quatro vezes a palavra “outras coisas” (que não existe no original grego) para dar a entender aos pobres TJ que Jesus, a “primeira coisa”, teria criado as “outras coisas”. Isso é um tremendo absurdo, pois só Deus tem poder de criar.
  • Os TJ concluem que Jesus não pode ser Deus porque ele disse que ninguém é bom senão o Pai (Lc 18.19).
    Nossa resposta: de novo o raciocínio dos TJ, distorcido pelo falso ensino que recebem, não lhes permite ver que Jesus não está dizendo aqui que ele não é Deus (pois ele mesmo deixou isso bem claro em Jo 4.25-26; 10.24-25,30-33; 8.58-59; Mt 16.16-17). Nesse trecho Jesus repreende o jovem rico justamente porque ele o vê como um simples “mestre”, e não como o Deus que ele realmente é.
  • Com base em Jo 17.3 os TJ ainda afirmam que Jesus é distinto do Pai e portanto não pode ser Deus.
    Nossa resposta: A heresia dos TJ de rejeitar a doutrina da Trindade é que lhes impede de penetrar na profundidade teológica deste versículo. O fato de Jesus afirmar aqui que há um único Deus não o exclui da Divindade, pois como Jesus mesmo disse, ele é um com o Pai (Jo 10.30). Da mesma forma, o fato de Jesus ser o único Senhor (1Co 8.6) não exlui o senhorio do Pai, que é chamado de Senhor em vários trechos da Bíblia. Na verdade, neste extraordinário versículo Jo 17.3 Jesus confirma mais uma vez sua divindade, pois está afirmando que ter a vida eterna depende de conhecê-lo como o Cristo enviado de Deus para conceder vida eterna pela fé nEle próprio (o que criatura nenhuma jamais poderia fazer!). A mesma afirmativa Jesus já havia feito aos judeus em Jo 8.24 e Mc 14.61b-62, e João confirma o mesmo fato em Jo 20.31 e 1Jo 5.20.

O Mornonismo

A “Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos DIas” foi fundada por Joseph Smith em 1830, em Nova York, Estados Unidos. Seu fundador afirmou ter recebido uma visita do Pai e do Filho na qual lhe denunciavam que todas as igrejas eram falsas [5]. Posteriormente, de acordo com o relato de Joseph Smith, o “anjo Moroni” lhe apareceu e lhe entregou umas placas de ouro nas quais Mórmon (o pai do anjo Moroni) havia escrito a história do seu povo, que teria vivido 1400 anos antes, na mesma região onde estava Smith. Junto com as placas Smith também teria recebido umas lentes (chamadas Urim e Tumin) que lhe permitiam decifrar as placas de ouro. Com tais lentes especiais, Smith teria traduzido as placas, dando origem ao Livro de Mórmon, publicado em 1829 e contendo 15 livros, 239 capítulos e 6553 versículos (curiosamente, vários desses livros são cópias de livros da Bíblia em inglês, versão “King James”, publicada pela primeira vez em 1611, muito tempo depois da época em que Mórmon teria vivido). Após a “tradução”, foi uma pena que Smith tenha devolvido as placas de ouro e as lentes ao anjo Moroni, que sumiu com elas… Obviamente o Livro de Mórmon é no máximo uma obra de ficção (para não dizer charlatanismo), pois não resiste ao menor exame textual, lógico ou arqueológico (não entraremos em detalhe sobre isso aqui porque não vale a pena, mas a ref. [6] contém uma exposição das inúmeras falsidades desse livro). À primeira vista as regras de fé do mormonismo parecem ter fundamento cristão, mas basta entrar em detalhes para que se revelem as estranhas heresias dessa seita, entre as quais se destacam as seguintes:

  • Eles crêem que o Livro dos Mórmons é Palavra de Deus, com o mesmo nível de autoridade da Bíblia.
  • Afirmam que a Bíblia está cheia de erros e é usada por Satanás para confundir os homens.
  • Declaram que a única igreja verdadeira é a dos mórmons, e que fora dela não há salvação.
  • O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três deuses distintos.
  • O Pai um dia foi homem (Adão) e teria coabitado no jardim do Éden com Eva, que foi uma de suas esposas. Depois evoluiu para tornar-se deus.
  • Qualquer homem justo pode vir a tornar-se deus.
  • Segundo eles Jesus foi criado como filho espiritual pelo Pai e pela “mãe” no céu. Seu corpo não foi gerado pelo Espírito Santo, mas sim pelo ato sexual do Pai (Elohim) com Maria.
  • Segundo os mórmons, Jesus teve várias esposas, entre elas Maria Madalena e as irmãs de Lázaro (Maria e Marta).
  • As pessoas nascidas depois de Joseph Smith só poderão entrar nos céus com o consentimento dele.

Nossa resposta: Para refutar todos esses absurdos heréticos basta citar Gl 1.8-9: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.”

O Espiritismo

O espiritismo não é uma seita pseudo-cristã, pois não tem nenhuma aparência de cristianismo. Trata-se de uma religião pagã que existe há milênios, mas que ganhou maior evidência com o espiritismo kardecista a partir de meados do século XIX. Devido à sua expansão no Brasil devemos desmascarar pelo menos suas principais doutrinas, à luz das Sagradas Escrituras [3]:

  • Para eles, Deus é um ser impessoal, um poder supremo. Mas na Bíblia o verdadeiro Deus se revela como Pai amoroso que se preocupa com a redenção da humanidade e guarda aqueles que O amam.
  • Não têm a Bíblia como base de sua crença, embora utilizem certos trechos dela, de acordo com a conveniência da seita. Allan Kardec (cujo nome verdadeiro era outro) considerou que a Bíblia estava cheia de erros e a “reinterpretou”, publicando o livro “O Evangelho segundo o Espiritismo”, em 1864. Mas a Bíblia adverte sobre trágicas consequências para aqueles que a distorcem, seja tirando ou acrescentando palavras à mesma (Ap 22.18-19).
  • Afirmam que Jesus não é Deus, mas sim um espírito evoluído e  iluminado.
  • Crêem na salvação pelas boas obras e na reencarnação como condições para que o homem possa, por seus próprios esforços, obter a evolução espiritual até atingir a perfeição, quando então não necessita mais reencarnar-se. Entretanto, a Bíblia afirma que há um único Salvador capaz de, por sua graça, nos redimir do pecado: Jesus Cristo, o Filho de Deus.
  • Ensinam a reencarnação: a alma humana, desligada do corpo pela morte, iria, após tempo mais ou menos longo, alojar-se em outro corpo humano no momento do nascimento. Entretanto a Bíbilia fala somente sobre a ressurreição dos mortos, o que é totalmente incompatível com a reencarnação. Jesus, que os espíritas consideram como um ser extremamente sábio e iluminado. jamais ensinou sobre reencarnação, mas sim sobre ressurreição (Mt 22.31, Jo 6.40, 11.25). E Hb 9.27 afirma claramente que aos homens é dado morrer uma única vez, seguindo-se após isso o juízo. Portanto, não existe reencarnação.
  • Praticam a consulta aos mortos (necromancia), o que é explicitamente condenado por Deus (Dt 18.11, Is 8.19). Na verdade, Jesus esclareceu em Lc 16.19-31 (particularmente o versículo 26) que não é possível que os mortos se comuniquem com os vivos. Portanto, os que praticam necromancia na verdade estão sendo enganados por demônios, pois Satanás e os anjos caídos sabem se travestir como “anjos de luz” (2Co 11.14).

REFERÊNCIAS

[1] “A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma seita?”, Centro Apologético Cristão de Pesquisas (http://www.cacp.org.br/adventismo/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=52&menu=1&submenu=6)

[2] “Adventismo do Sétimo Dia: abundantes heresias” (http://www.combateasseitas.hpg.com.br/adventismo.htm)

[3] Bíblia Apologética de Estudo, Instituto Cristão de Pesquisas, 2000.

[4] Patrick Ferreira, “A Verdade sobre as Seitas e Heresias – Testemunhas de Jeová” (http://patrickapologista2.blogspot.com/2008/11/testemunha-de-jeov.html)

[5] Raimundo de Oliveira, “Seitas e Heresias – um sinal do fim dos tempos”, Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 2002.

 

  1. As informações sobre o adventismo não são falsas, já fui adventista e posso dizer que é verdade o que foi dito.

  2. As informações sobre as seitas estão corretas. E não nos enganamos a única fonte dá verdade divina é a Bíblia.
    2 Pé 1.16
    Porque não vos fizemos saber a virtude de nosso SENHOR JESUS CRISTO, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua magestade.

  3. Frequento, ou melhor dizendo, frequentava a Congregação Cristã no Brasil -CCB. Ha muito tempo varios aspectos me incomodam. Buscando na Biblia, hoje tenho certeza que essa denominação é uma seita. Hoje assisti a um video sobre seitas e heresias para aprender mais sobre o assunto e ouvi o termo Pseudo-Cristão acompanhado das palavras “o grupo mais perigoso”. Gostaria de saber se a CCB é um grupo Pseudo-Cristão. Preciso ajudar minha familia.
    Desde ja agradeço.
    Muito obrigada.

    • Paz, irmã Sumaia! É muito fácil acusar os irmãos e apontar os dedo contra as denominações que pecam de maneira diferente da nossa. É isso o que fazem muitos “teólogos” e sites apologistas, procurando pelo em ovo. Com relação a identificar seitas pseudo-cristãs, eu prefiro ficar com os sete pontos de unidade definidos pelo apóstolo Paulo em Efésios 4.1-6. E no meu modo de ver, a CCB não transgride nenhum desses pontos, exceto, talvez pela questão polêmica do batismo (até onde sei, eles “rebatizam” irmãos batizados em outras denominações, fazendo uma simples adição de palavras, “em nome do Senhor Jesus, te batizo…”). Também me parece que são legalistas, interpretando ao pé da letra alguns trechos da Palavra, e preservando tradições recebidas dos primeiros anciãos da denominação. Mas não os considero seita. Tenho vários irmãos queridos na CCB. Agora, não existe melhor Mestre que o Espírito Santo, melhor consultar a Ele em oração para decidir se se permance ou não numa dada denominação ou igreja.

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