VC-03. Anotações do Áudio 3

Curso “Vivendo pela Vida de Cristo em Nós” – Frank Viola

 Lição 3: A natureza da vida divina em Gálatas.

NOTA: Essas são minhas anotações sobre os pontos que considerei mais importantes na mensagem de áudio. Além do que o autor transmitiu, em alguns pontos acrescentei textos meus. Frank Viola autorizou a publicação dessas notas em Português, com o seguinte “disclaimer”: “Frank Viola não fala Português, de modo que ele não pode avaliar quão fiel é a tradução abaixo. Para acessar os livros de Frank Viola em Português, clique http://frankviola.org/europe. Se você fala Inglês, pode acessar o curso “Living by the Indwelling Life of Christ” em http://frankviola.info

Começando nesta lição por Gálatas, vamos seguir em ordem cronológica as cartas de Paulo e daí aprender como viver pela vida de Jesus em nós.

1. A revelação do “Cristo Residente”

Gl 1.15-16. Lendo sem os complementos: o Pai se agrada em revelar o Filho em nós, para que O anunciemos. Esse é o começo: a revelação de que Cristo vive, literalmente, em nós. Uma Pessoa, viva, divina, EM nós. É uma revelação progressiva: quanto mais luz, mais vida. Em Gn 1 e 2, a luz é progressiva, introduzindo formas de vida cada vez mais elevadas. Quanto mais você recebe de Cristo, mais luz, mais a vida dEle se manifesta em você.

2. Cristo: o assunto único da nossa pregação

Hoje a maioria das pregações não estão centradas em revelar Cristo, portanto não são luz e não geram vida. A única fonte de vida é Jesus! Pergunta, de passagem, para discussão em grupo: será que se somente pregarmos Jesus, se Ele for o único tema, a nossa pregação não ficaria repetitiva, e se esgotaria? Resposta: Cristo é INESGOTÁVEL. Poderíamos pregar ou ensinar sobre Ele durante milênios continuamente, e estaríamos longe de expressar todas as “insondáveis riquezas de Cristo” (Ef 3.8), pois nEle estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (Cl 2.3). O prazer do Pai é revelar o Filho; não apenas uma vez, mas continuamente, progressivamente. Revelar Jesus, para que O anunciemos. Esse é o objetivo da pregação: anunciar… técnicas de multiplicação? Não. Anunciar… estratégias de evangelismo? Não. Anunciar… princípios de liderança? Não. Anunciar… como ser um bom cristão? Não. Anunciar… segredos da prosperidade? … … …? NÃO!!! Tudo isso são coisas, métodos, ideias. Não precisamos de mais “coisas” a respeito de Deus, mas sim do próprio Deus. O centro da nossa busca e o foco das nossas ações deve ser apenas e tão somente Jesus Cristo (não a partir de esforço carnal, mas como dissemos, a partir da revelação de “Cristo em nós”). Paulo tinha um único tema de pregação: a pessoa de Jesus Cristo (1Co 2.1-2). Os doze apóstolos também não tinham outro assunto para pregar: At 5.42. É assim que se estabelece a “Ekklesia”: a Igreja é construída sobre a revelação de Jesus Cristo. E o que é que os discípulos construídos sobre esse fundamento compartilhavam uns com os outros, e com o mundo, que levou o próprio mundo a lhes chamar de “cristãos” pela primeira vez, em Antioquia? Nada mais e nada menos que o próprio Cristo.

3. Cruz: o pré-requisito para manifestação da vida de Cristo em nós

Gl 2.20. Lendo este versículo, poderíamos pensar que “estar crucificado com Cristo e viver exclusivamente pela fé em Cristo era um atributo especial de Paulo, marcado para ser um grande homem de Deus. Mas será que é só o grande Paulo que está crucificado com Cristo? A resposta está muito clara em Rm 6.2-11 (leia). Isso é real para todos nós. Você experimenta a crucificação cada vez que você nega o seu ego, sua natureza carnal, sua auto-defesa, sua independência. Estamos crucificados, mas vivemos. Essa aparente contradição Jesus já havia declarado em Lc 9.23-24. Como é isso? Cristo vive em mim e eu agora posso viver pela Sua Vida em mim! Não é substituição de vida, é transmissão de vida! Mas … COMO? Qual é a chave para que isso aconteça?

4. A fé viva de, em e para Cristo

É somente pela fé no Filho de Deus que poderemos viver por meio da vida dEle em nós. Mas é preciso entender o que é fé primeiro, para que possamos viver pela fé. Fé não é pensamento positivo. Não é desejar intensamente, até que Deus faça o que você desejou. Uma boa definição de fé é “a dependência consciente e constante em Jesus, e não em você“. Lembre-se do que vimos na lição anterior, sobre comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, que siginifica agir com independência em relação a Deus e decidir segundo nosso próprio entendimento. Ao contrário disso, fé é depender da vida do Senhor em nós. Uma oração que deveríamos fazer com muita freqüência é simplesmente: “Senhor, eu preciso de ti. Eu não sou capaz de fazer isto, mas o Senhor pode”.

A fé é o sexto sentido espiritual. Pelo fé podemos saber coisas que não sabemos (Hb 11.1 Fé é o fundamento do que se espera; a convicção de fatos que não se vê). Andamos por fé e não por vista (2Co 5.7). Pela fé podemos ver, mesmo sem ver; podemos saber, mesmo sem saber. Agora, como é que é esta fé ocorre, como é que ela vem? Vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Hb 10.17). E quem é a Palavra, o Verbo de Deus? Jesus, é claro. ELE é o foco da nossa atenção espiritual, a origem e o destino da nossa fé (Hb 12.2).

5. Como discernir a voz do Senhor

Agora, como é que você pode discernir se o que você está ouvindo é a Palavra de Deus, o Senhor? Como saber se o que você ouve é a voz de Deus? Guarde bem isso: não é pelo tom da voz, ou pela forma como ela é transmitida, mas é pelo conteúdo da mensagem, é pela ressonância que o que você ouve gera no seu espírito, e é pela compatibilidade do que o que você ouve tem com o caráter de Deus revelado nas Escrituras.

6. O processo de formação de “Cristo em nós”

Portanto, quanto mais você conhecer o Senhor, mais você poderá discernir a voz dEle em você e para você, e mais você poderá viver nEle, por meio Ele, e para Ele. E então você já não confundirá mais os seus próprios pensamentos com os pensamentos do Senhor. E você já não confiará mais no seu talento, na sua sabedoria, na sua capacidade, mas dependerá totalmente do Senhor. Já não se alimentará mais da árvore do conhecimento do bem e do mal, mas da própria Árvore da Vida!

Dica importante sobre como viver pela vida residente de Cristo em nós, tomando como exemplo uma oportunidade de fofocar, falando mal de um irmão. Se rejeitamos porque não nos parece correto, estamos vivendo pela árvore do conhecimento do bem e do mal. Se porém, estando em comunhão do Cristo, deixamos que nosso INSTINTO ESPIRITUAL nos aparte da fofoca, estamos vivendo pela vida de Jesus em nós.

O velho Adão foi sepultado pelas águas do batismo, mas ele é um excelente nadador! Se você quiser viver pela carne, você viverá. Se você tentar vencer a tentação usando suas próprias forças ou sua própria sabedoria, o resultado inevitável é a derrota. Pode ter certeza disso… (basta ler Rm 7). Mas se você, diante de um estímulo a uma reação carnal, se voltar para Cristo que vive em você e que lhe dá vida espiritual, Ele guiará o seu ego à cruz, assim como o Pai guiou seu Filho Amado ao Calvário! Pode ter certeza disso… (“tome sua cruz, e siga-me, para o alto do monte…”).

Gl 4.19 “até ser Cristo formado em vós” (do grego morphoo, transformação). Como é esse processo de formação de Cristo em nós? Você já tem a semente de vida que foi implantada em você pela fé em Jesus. Já tem o DNA divino, já foi dotado com os instintos espirituais. À medida que você se rende à essa vida divina (negando, crucificando o ego, a vida carnal) mais ela crescerá dentro de você. Isso faz com que sua fé aumente, o que gera mais dependência, que leva a novas experiências de entrega e renúncia, que geram mais vida e assim por diante. É assim que o caráter de Cristo é formado em você. É assim que podemos viver pela vida residente de Deus em nós, e chegar até à estatura do varão perfeito!

2Co 3.17-18. E através desse processo vamos cumprindo o propósito eterno de Deus, de morar em nós e se manifestar, se expressar, tornar visível sua imagem aqui na terra! É desse modo que poderemos irradiar o amor de Deus! Pode haver algo mais maravilhoso??!!

7. Como podemos saber se estamos vivendo por meio da vida de Cristo em nós

Por falar de amor, o que é amor? Uma boa definição de amor é: “beneficiar o próximo à custa de si mesmo”. Este é o caráter de Cristo, a própria natureza de Deus: doar-se em benefício do outro. Temos aí também um critério seguro para saber se estamos sendo guiados pelo Espírito do Senhor: temos nos desgastado em benefício dos outros, ou temos desgastado os outros em benefício próprio?

As evidências de que temos a vida de Cristo, do caráter de Cristo formado em nós se vêem através da manifestação concreta do fruto do Espírito (ora, o Senhor é o Espírito): Ler Gl 5.22-25 substituindo “Espírito” por “Vida de Cristo”.

Quando se trata de viver em permanentemente em comunidade, em comunhão genuína com os demais irmãos (e não um relacionamento superficial de poucas horas por semana), é fundamental dar destaque especial para a longanimidade: suportar uns aos outros. Não pode haver comunhão se não houver longanimidade, porque alguém da sua comunidade, com certeza, algum dia vai lhe magoar. E quando isso acontecer, o que é que você vai fazer? Se ofender? Retribuir no mesmo tom? Guardar rancor? Ou vai permitir que o Senhor lhe aponte o caminho da cruz e morrer, deixando que Cristo opere em você?

Ser longânime REQUER abraçar a cruz. É aí que Cristo vai se formando em você, porque você permitiu que uma parte do seu ego morra, para que o Senhor tenha mais espaço em sua vida, viva em você e lhe faça mais maduro. É por isso que viver em comunhão uns com os outros é tão difícil. “Eu tenho que viver com você, irmão, e você tem muitas falhas (eu não…)”.

Que fique bem claro: se você não quiser morrer, viver em comunidade não é pra você. Jesus foi varão de dores e servo sofredor, antes de ser exaltado como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Portanto, é pelo que pensamos e efetivamente praticamos que podemos saber se estamos andando no Espírito, isto é: vivendo pela vida de Cristo em nosso interior, deixando que a vida de Deus trabalhe em nós. E isto ocorre no dia-a-dia, nas pequenas coisas, sem vozes retumbantes, sem som de trombeta, sem raios e trovões, sem transes de arrebatamento… Pare agora para pensar, e procure alguns exemplos do dia-a-dia que demonstrem se você tem expressado o fruto do Espírito cotidianamente.

 

RESUMO:

Gl 6.15: “Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura”. Não se trata de rituais, e nem de regras, mas sim de uma nova espécie, uma nova criação em Cristo. Você é um novo tipo de raça neste planeta, um novo tipo de humanidade, aquela que sempre esteve no coração de Deus, desde antes da criação do mundo!

O propósito de Deus é revelar Cristo em você (Gl 1), para que Cristo viva dentro e através de você (Gl 2), e assim Cristo seja formado em você (Gl 4) para que você seja uma nova criatura que manifeste Sua imagem (Gl 6). E como fazemos isso? Andando no Espírito, pela fé no Filho de Deus (Gl 5).

PARTE PRÁTICA:

TAREFA: A prática do “amar e ouvir”. Ao despertar em cada manhã, volte sua atenção ao Senhor e ame-O, de coração, sem pedir nada, simplesmente dizendo em voz audível o Seu Nome. Quando a mente quiser divagar, declare o nome de Jesus novamente. Invocar o nome de Jesus é invocar a própria Pessoa de Cristo. “Em meu nome” significa “estando em Mim, operando através de mim”. Depois de uns 5 a 10 minutos nessa prática, preste atenção e “ouça”. Nem sempre vai acontecer, mas quando lhe vier um pensamento, uma imagem, uma “voz” ou algo que você discernir que vem do Senhor (pelo conteúdo, pela “ressonância e pela compatibilidade – lembra?) tome nota nesse momento, e em seguida aja de acordo com a revelação ou direção recebida.

Como fundamentação bíblica para a prática de clamar o nome de Jesus, leia: no Antigo Testamento => Gn 4.26; 12.8; Sl 55.16; Jr 33.3; no Novo Testamento => At 2.21; Rm 10.13; 2Tm 2.22.

Dica: para mais detalhes importantes, leia nosso post sobre “orar-ler-ouvir”, publicado no blog.

EXERCÍCIO EM PEQUENOS GRUPOS: a) Em pares, durante 5 minutos, ficar em silêncio e declarar “Senhor Jesus” audivelmente, não com a mente apenas, mas com o coração. Não a cada 2 segundos, para não tornar-se uma ladainha distraída. Não como papagaio, mas levados pelo espírito. b) Depois, ler 1Co 13, porém de uma maneira diferente: não sob o ponto de vista usual, de dever ou obrigação religiosa, mas como uma descrição da Vida Interior de Jesus em nós! Para isso, vamos substituir a palavra “amor” por “A Vida de Jesus em mim”. Em seguida compartilhe com o irmão o seguinte: o que podemos aprender sobre a Vida Interior de Jesus em nós, nessa passagem? c) Então, reúnam-se e façam uma reunião sem líder humano (isto é, sem ninguém especificamente designado para “dirigir” uma sequência pré-determinada de eventos): uma reunião espontânea de compartilhamento da Palavra, em torno de 1Co 13. Encontrem Jesus em 1Co 13. Ministrem Cristo uns aos outros a partir de 1Co 13!

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