EE-03. O catolicismo romano

O Catolicismo Romano

“A Igreja Católica Apostólica Romana não é uma seita, no sentido restrito do termo, mas um dos segmentos do cristianismo que incorporou em sua doutrina e prática uma série de elementos contrários aos ensinos das Escrituras… Ela se considera a verdadeira Igreja, única detentora da verdade, fora da qual não existe salvação” [1]. Diferentemente da igreja evangélica, a igreja católica considera a Bíblia um produto dela mesma e dá igual peso de autoridade às suas tradições religiosas.

Por volta do ano 300, Constantino foi declarado imperador romano e tornou o cristianismo a religião oficial do império. “A decadência doutrinária, moral e espiritual da Igreja começou quando milhares de pessoas foram batizadas e recebidas como membros, sem uma experiência real de conversão. Desse modo, as crenças e práticas pagãs foram se infiltrando dentro da Igreja, que até então tinha preservado sua pureza sob feroz perseguição. Isso fez com que ao longo dos séculos fossem aceitos desvios que se tornaram dogmas sem fundamento bíblico.” [1]. A tabela abaixo mostra alguns desses dogmas extra-bíblicos ou anti-bíblicos (datas aproximadas):

Ano d.C. Dogma
300 Oração pelos mortos
375 Veneração dos anjos e dos santos mortos. Uso de imagens.
431 Maria recebe o título de “Mãe de Deus”
600 Orações dirigidas a Maria, aos anjos e aos santos mortos
709 Beijar o pé do papa
786 Autorizado o culto à cruz, à imagens e às relíquias (incluindo partes do corpo de santos mortos)
850 Uso de água benta
995 Canonização de santos mortos
1190 Venda de indulgências (compra do perdão de pecados)
1215 Doutrina da transubstanciação (a hóstia torna-se de fato o corpo físico de Cristo, e o vinho seu sangue, no sentido literal e não simbólico ou memorial)
1220 Adoração da hóstia
1229 Os leigos são proibidos de ler a Bíblia. A Bíblia entra na lista de livros proibidos
1508 Reza da Ave-Maria
1545 A tradição religiosa é declarada de igual autoridade que a Bíblia
1546 Livros apócrifos são acrescentados à Bíblia
1854 O papa declara a “Imaculada Conceição da Virgem Maria” (Maria teria nascido sem pecado)
1870 Dogma da infalibilidade do papa em matérias de fé e moral
1950 Declarada a Assunção da Virgem Maria (Maria teria subido ao céu um pouco depois da sua morte)
1965 Maria proclamada Mãe da Igreja

Por volta de 1517 o monge agostiniano Martinho Lutero inicia a Reforma Protestante, rebelando-se contra os abusos e heresias da corrompida igreja católica e estabelecendo o princípio da “sola scriptura” (apenas as Escrituras). Isso deu origem a 100 anos de guerra religiosa dos reis católicos contra os protestantes. Mas a Reforma foi vitoriosa e igrejas protestantes foram fundadas em todas as partes do mundo.

A Renovação Carismática Católica (RCC): “Em 1966, dois professores leigos de teologia, de Duquesne, Ralph Kefer e Bill Storey, começaram uma busca espiritual que os levou a ler o livro “A Cruz e o Punhal”, de David Wílkerson” [7] (autor evangélico). Então entraram em contato com uma igreja evangélica pentecostal e receberam o batismo no Espírito Santo. No ano seguinte eles organizaram um retiro de fim de semana, e vários participantes tiveram experiências inéditas e começaram a falar em línguas estranhas, passando a ser chamados de “católicos pentecostais”. Posteriormente em 1974 (ano em que o movimento chegou ao Brasil, iniciando-se em Campinas-SP),  não desejando ser confundidos com os crentes pentecostais, passaram a denominar-se “católicos carismáticos”. O movimento se expandiu e, “com o tempo, a hierarquia católica começou a dar-lhe algumas diretrizes para que se tornasse ‘mais católico’. Entre essas diretrizes estava uma ênfase maior na participação da missa, eucaristia e na veneração a Maria. Apesar de não repudiarem explicitamente essas coisas, os católicos carismáticos tendiam a centralizar a pessoa de Jesus, em vez do culto a Maria e aos santos. Quando começaram a ser pressionados sobre isto, muitos deixaram a igreja católica e se vincularam a igrejas evangélicas pentecostais. A maioria, porém, aceitou docilmente as posições defendidas pelo papa e pela hierarquia, e assim o movimento esfriou-se e se tornou mais um departamento dentro da Igreja Católica” [2].

Os católicos tradicionais consideram que seus irmãos carismáticos são “influenciados pelo protestantes hereges”. Mas eles têm sido  tolerados pela hierarquia, já que sua liturgia mais aberta tem evitado em parte uma maior migração de católicos para as igrejas evangélicas.

Apesar de que os católicos carismáticos  desenfatizem o culto aos santos, é preciso deixar claro que eles continuam dando destaque à “devoção” a Maria e conferindo-lhe um papel de “intercessora” e até mesmo como aquela que “revela” a pessoa de Cristo.

“No mínimo, tais práticas são problemáticas, pois contrariam o ensino das Sagradas Escrituras. Primeiramente, a Bíblia diz: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (Mt 4.10). Em segundo lugar, a Escritura afirma que só existe um mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo: Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1Tm 2.5). Em terceiro, a Bíblia diz que o agente da revelação divina é o Espírito Santo. É Ele quem nos revela a pessoa de Jesus: Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir (Jo 16.13)” [ref 2].

Reconhecemos e respeitamos a memória de Maria como serva de Deus fiel e consagrada, pois foi escolhida pelo Pai para trazer Jesus Cristo ao mundo. Mas rejeitamos cabalmente a “mariolatria”, pois a Bíblia não deixa nenhum espaço para atribuir a Maria qualquer atributo divino. Primeiro, porque a própria Maria (em Lc 1.47) reconheceu Deus como seu Salvador (dependendo portanto da graça de Deus para ser salva). Segundo, porque elevar orações a Maria, um ser humano, é achar que ela tem capacidade de ouvir e estar presente em qualquer parte do mundo onde um devoto se dirija a ela, o que é o mesmo que atribuir a Maria a qualidade de onipresença, que só Deus tem.

A RCC começou com a leitura do livro protestante “A Cruz e o Punhal”, de David Wilkerson, que aceitou que se citasse seu livro no livro “Católicos Pentecostais”, no início do movimento. Vejamos agora o que diz David Wilkerson sobre a mariolatria:

“Saí fora da Igreja Católica Romana, adoradora de ídolos. Ela idolatra inclusive a santa mãe de Jesus, Maria, a qual na Bíblia nunca vemos sendo adorada e muito menos sendo igualada a Deus” (“Toca a trombeta em Sião”, David Wilkerson, CPAD, p. 144).

REFERÊNCIAS:

[1] Bíblia Apologética de Estudo, Instituto Cristão de Pesquisas, 2000.

[2] “Tirando a Máscara da Renovação Católica Carismática”, Revista Defesa da Fé, Instituto Cristão de Pesquisas (www.icp.com.br)

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