Entrega TOTAL

surrender

“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.” (Mateus 10.37-39).

“E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me.” (Marcos 10.21)

Assim como Jesus se entregou totalmente à vontade do Pai, e viveu pela vida do Pai e para o Pai, ele também quer que nos entreguemos totalmente a Ele, para que possamos viver por Ele e para Ele.

Jesus deixa claro que devemos renunciar a todas as afeições do homem natural ou carnal, para que possamos expressar sua imagem e semelhança e ser verdadeiros discípulos seus. Por isso ele ordena que renunciemos aos laços naturais de “amor” pelos familiares, “amor” aos bens materiais, “amor” aos prazeres carnais, “amor” à nossa própria vida. Isso também inclui renunciar ao nosso orgulho espiritual, abandonar qualquer crença na auto-justificação ou auto-santificação, ou seja: toda forma de legalismo religioso com o qual fomos lentamente intoxicados, e que nos leva a crer não fundamentalmente em Deus, mas primeiramente em nossos próprios talentos e esforços carnais. A exemplo de Paulo, somente quando nos desapegarmos de todas essas coisas, considerando-as como esterco mesmo, é que poderemos experimentar e manifestar a verdadeira Vida e o verdadeiro Amor, em outro nível, outra dimensão, outra natureza, outra criação, outra espécie de ser humano, de acordo com o propósito eterno de Deus. Ao lermos e meditarmos sobre trechos como Mt 10:37-39 e Mc 10:21, nossa reação “natural” é pensar que Jesus está sendo exigente demais, ou achar que aquele é um chamado especial para apóstolos e grandes servos do Senhor, como Pedro, João ou Paulo. Pensamos assim porque essa entrega absoluta e sem reservas dói em nós, na nossa mente, nas nossas emoções e sentimentos carnais. Isso é cruz, isso é morte, isso não nos agrada. Mas cada vez que nos entregarmos a esse plano divino, cada vez que abraçarmos a “cruz nossa de cada dia”, essa morte do primeiro Adão, nossa vida carnal, gerará em nós espaço para a ressurreição do último Adão: Cristo em nós, o verdadeiro amor e a verdadeira vida. Não há outra forma de crescimento e maturidade espiritual.
Esse processo de crucificação diária deve ser feito de maneira firme e serena, ao estilo “cordeiro mudo”: sem berros, sem choradeira, sem resistência, com fé no Senhor, na total dependência dele, porque sem Ele nada podemos fazer (nem mesmo nos entregarmos à cruz com dignidade). Não há como ser imagem de Deus sem viver a experiência de Jesus. Não há como expressar vida sem passar pela morte. Toda semente sabe disso. Por isso, toda vez que algum irmão lhe magoar e o seu “eu” quiser se ofender e revidar, simplesmente morra em silêncio. Quando seu ego sentir que não está sendo reconhecido, devidamente valorizado e elogiado, conduza gentilmente esse reizinho interno à cruz. Quando você entrar em crise, dê graças a Deus por essa incômoda oportunidade que Ele está lhe dando de conhecê-lo mais e de crescer nEle!

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