A natureza e o Universo como ilustrações de Cristo

Summer-2012-grapesEstamos habituados a pensar que Jesus, em suas ilustrações, se aproveitou da natureza para transmitir seus ensinamentos, mais ou menos assim: “Hmm… o que é que eu posso usar em meus sermões, para que essa gente entenda o que quero dizer?” E, após pensar um pouco, Jesus teria escolhido entre as coisas a seu redor aquelas que eram mais adequadas para fazer a ilustração. Será? Nesse post convido-o a descobrir um “insight” diferente…

Jo 6.51-57: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne… Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim, e eu, nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá!

lambAqui Jesus se apresenta como comida! Aos olhos naturais, esses versículos parecerão loucura, assim como pareceu aos fariseus e demais discípulos que escutavam Jesus naquele momento. Como resultado, se escandalizaram no Mestre e deixaram de segui-lo (v. 66). De fato, no Império Romano se espalhava o boato de que os cristãos eram canibais, pois “comiam carne e bebiam sangue”! Mas os poucos que permaneceram com Jesus puderam ver com olhos espirituais as palavras do “Santo de Deus” (v. 69): elas eram, de fato, “espírito e vida” (v. 63). No v. 68, Pedro resume: “Senhor … só tu tens as palavras da vida eterna”. O que vemos aqui é a própria Árvore da Vida (cujo acesso havia sido bloqueado aos homens pelo pecado, conforme se pode ler em Gênesis 2.9 e 3.24) ressurgindo em Pessoa e representando-se à humanidade! O pão, a carne e o sangue nada mais eram que imagens, sombras, representações da realidade maior que era o próprio Cristo, a Árvore da Vida.

E aqui vai um “insight” interessante: estamos habituados a pensar que Jesus, em suas ilustrações, se aproveitou da natureza para transmitir seus ensinamentos, mais ou menos assim: “Hmm… o que é que eu posso usar em meus sermões, para que essa gente entenda o que quero dizer?” E, após pensar um pouco, Jesus teria escolhido entre as coisas a seu redor aquelas que eram mais adequadas para fazer a ilustração. Mas considere o seguinte: quem é primeiro? Jesus ou a natureza? O Criador ou a criação? Na verdade, toda a criação foi feita APÓS, e como consequência de a Trindade ter decidido, no passado eterno, ter um povo com o qual pudesse compartilhar seu amor e unidade perfeitos, que Lhe servisse de habitação (leia mais sobre isso que é o coração do evangelho, o “mistério oculto por gerações”, no post “Afinal, o que é que Deus quer? A História antes da História“). Portanto, é fantástico descobrir que, desde o momento em que Deus concebeu a criação, Ele fez com que toda a natureza e o Universo estivessem impregnados, saturados mesmo, de projeções, imagens, figuras, símbolos, tipos e sombras (incluindo a comida e o sistema digestivo) cujo propósito era justamente ilustrar e apontar para Jesus, que é o centro de todas as coisas (Rm 11.36; Ef 1.10). Uau! Vejamos mais alguns exemplos, pra reforçar o ponto:

  • Na natureza não existe ressurgimento de vida sem que algo morra para propiciar a vida. Jesus morreu para que tenhamos vida.
  • A Terra gira em torno do Sol, que com sua luz e energia sustenta a vida. Nós cristãos vivemos em torno de Cristo, o sol da nossa justiça, que nos sustenta e nos dá vida eterna.
  • Toda árvore frutífera tem ramos que portam frutos. Qualquer ramo que se desconecta da árvore perde a vida e se seca, morre. Nós só podemos dar fruto, ou melhor, carregar fruto (porque na verdade o fruto é gerado a partir dos nutrientes que fluem da árvore para os ramos) se estivermos permanentemente conectados à Árvore, que é Jesus.
  • No reino animal, as mães zelam pelos seus filhotes, muitas vezes pondo em risco e sacrificando sua própria vida. O mesmo fez Cristo por nós.
  • O cordeiro foi criado para representar Jesus. Esse animal vai mansamente para a morte, sem berros, sem escândalos, completamente diferente dos demais animais. Tal como Jesus, o verdadeiro Cordeiro de Deus.

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