Jesus e a lógica

blurry-sky-crossAntes de mais nada, não se pode questionar a existência histórica de Jesus, o Nazareno. Para ter uma idéia disso: ninguém jamais questionou que Júlio César tenha existido. Entretanto, há muito mais evidência histórica de que Jesus realmente existiu, do que aquele imperador romano. Independentemente da Bíblia, há fontes que confirmam a passagem do “Jesus histórico” por este planeta. Veja por exemplo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_históricohttp://www.gotquestions.org/Portugues/Jesus-existiu.html.

Bem, já que com isso podemos estar seguros de que o personagem histórico realmente existiu, a próxima pergunta pertinente é: quem foi Jesus?. Há várias opiniões sobre quem foi Jesus: um sábio, um espírito iluminado encarnado (tipo Buda), um revolucionário, um profeta, um rabino, e por aí vai.

Mas o grande divisor de águas é a questão da divindade de Jesus. O próprio Jesus, e depois seus apóstolos, afirmam claramente que ele é Deus. Por exemplo, no evangelho de João há várias passagens que atestam a divindade de Jesus: 1.1; 4.26; 8.58; 10.30; 11.25; 13.19; 14.9. Então, usemos o raciocínio lógico para ver o que é mais razoável considerar como verdadeiro a respeito de Jesus. As possibilidades são:

  • A) Jesus não era Deus, mas pensava que era Deus.
  • B) Jesus sabia que não era Deus, mas afirmava ser Deus.
  • C) Jesus não era Deus, mas seus seguidores o divinizaram posteriormente em seus escritos.
  • D) Jesus realmente é quem ele disse que é: o Cristo, o Messias, o Filho do Deus vivo, o próprio Deus encarnado.

Se adotarmos a proposição A como verdadeira, então concluímos que Jesus era psicótico. Mas tal conclusão não se sustenta, pois as evidências históricas e bíblicas a respeito de Jesus atestam o fato de que ele era dotado de extrema sabedoria, reconhecida até mesmo pelos seus mais ferozes inimigos, e um louco não pode ser sábio. Nenhum exame sincero sobre a história de Jesus poderá afirmar que ele tinha o perfil psicológico de um louco. Ao contrário, todas as religiões do mundo o reverenciam como o maior mestre moral da história. Fica descartada, portanto, a proposição A.

Se adotarmos a proposição B, concluiremos que Jesus era um charlatão mentiroso, e além disso o mais maquiavélico e maligno que jamais existiu, pois chegou a convencer milhares de seguidores a darem suas vidas por se manterem fiéis a ele, e levou bilhões, ao longo dos séculos, a crerem numa mentira. Entretanto, crédulos e incrédulos concordam que o caráter de Jesus era de bondade e amor em sua máxima expressão. Um charlatão não pode ser bom. Todo charlatão sempre foi motivado a mentir por algum interesse egoísta, mas egoísmo não tem nada ver com a vida que Jesus viveu sobre a face da terra. Jesus desistiu de todos os bens terrenos e entregou sua própria vida. Logo, conclui-se que a proposição B também é falsa, pois leva ao absurdo.

A proposição C leva a concluir que, então, os quatros autores dos evangelhos canônicos teriam se posto de acordo para forjar uma farsa. Mas novamente podemos aplicar o argumento de que Mateus, Marcos, Lucas e João não apresentam o caráter de pessoas mentirosas. Não tinham nenhum motivo egoísta que os impulsionasse a mentir. Todos eles colheram o mesmo que Jesus: sofrimento e morte. Eles, os demais apóstolos, e tantos outros mártires cristãos que os sucederam foram odiados, oprimidos e executados por suas crenças. Ninguém inventa uma piadinha elaborada com a intenção de ser torturado, crucificado, apedrejado, decapitado ou entregue aos dentes e garras afiadas de leões. E mesmo que os cristãos não soubessem que iriam sofrer dessa maneira, certamente teriam desistido da brincadeira assim que o sofrimento começasse. Mas eles suportaram três séculos de perseguição e martírio, até a promulgação do Edito de Milão no ano 303 d.C. E nenhum deles jamais confessou ter inventado aquelas histórias, mesmo sob a mais cruel tortura e martírio. Portanto, a proposição C também se revela como falsa.

Logo, a única conclusão lógica e a única explicação possível para os dados de que dispomos é a proposição D: Jesus é Deus. Ele ressuscitou mortos, deu vista a cegos de nascença, curou surdos, mudos, paralíticos, libertou endemoninhados, andou sobre o mar, acalmou ventos, anunciou sua morte e sua  posterior ressurreição (fato que nem mesmo seus piores inimigos conseguiram negar). A veracidade dos fatos relatados nos evangelhos, que atestam a divindade de Jesus, é confirmada pelo seu efeito sobre milhões e milhões de pessoas cujas vidas foram transformadas pela palavras e pela presença viva de Jesus. Pobres e ricos, reis e plebeus, cultos e incultos, sábios e ignorantes, cientistas e indoutos, ao longo de séculos e gerações deixaram suas paixões mundanas e alçaram os olhos para uma nova realidade que transcende a morte e aponta para a vida eterna em perfeita comunhão com seu Criador. Jesus é, verdadeiramente, quem ele disse que é: Deus e Senhor!

REFERÊNCIA:

Peter Kreeft, Ronald K. Tacelli, “Manual de Defesa da Fé”, Editora Central Gospel 2008, Cap. 7, a Divindade de Jesus.

  1. Apenas acho complicado afirmar que existem mais evidências históricas da existência de Jesus que da de Júlio César. Se não se pode exagerar para um lado (negar a historicidade de Jesus), não se pode também exagerar para o lado oposto (a afirmação citada).

  2. A divindade de Jesus é uma realidade porque uma mentira não tem argumento o suficiente para se perpetuar por tanto tempo, caso contrário teria sido desmascarada no Concílio de Nicéia que aconteceu em 325 d. C., ocasião em que o Imperador Romano, Constantino aceitou o cristianismo como a religião oficial no império, embora exista argumento de que o imperador aceitou o cristianismo por conveniência politica, mas ainda fica o ditado popular que diz: mentiras têm pernas curtas.

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